10 DICAS PARA LER ANTES DE COMPRAR PISOS E REVESTIMENTOS
Matéria publicada em Outubro/2014

1. Cuidado na escolha dos modelos pelo catálogo ou pelo site. As cores e as texturas nem sempre aparecem iguais.

2. Antes de definir no orçamento as peças escolhidas, verifique se a loja ou o fabricante tem a quantidade necessária para a metragem de sua obra.

3. A quantidade de pisos e revestimentos deve ser calculada com reserva de 10% a 15% para o caso de perda por corte errado ou para futura manutenção.

4. Encomende o material com antecedência e programe a entrega dos materiais de acordo com o cronograma da obra.

5. Confira os produtos no ato da entrega para evitar peças defeituosas, quebradas ou de tom diferente.

6. Para não ter surpresas desagradáveis, verifique se as caixas dos revestimentos têm número de lote igual.

7. O consumidor tem até 90 dias para reclamar e pedir a troca de produtos danificados.

8. Somente comece a obra quando o material básico estiver comprado, recebido e checado.

9. A base na qual o revestimento será assentado deve obedecer aos padrões exigidos pelo fabricante das peças.

10. Se sobrar material, há lojas que aceitam a devolução de caixas não abertas. O valor é revertido em crédito para a compra de outras mercadorias.

Fonte: Revista Casa&Jardim


SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Matéria publicada em Outubro/2014

A sustentabilidade na construção civil não é só uma exigência dos tempos atuais, onde se procura preservar o ambiente, aproveitar melhor os recursos naturais e evitar desperdícios, mas, também, serve como poderosa aliada na venda de empreendimentos e na construção de uma imagem positiva junto ao mercado. Por isso, o Sinduscon-RS realizará, dia 23, em Porto Alegre, a segunda edição do seminário Sustentabilidade na Construção, às 13h10min, em sua sede, à avenida Augusto Meyer, 146. A primeira palestra terá por tema Certificação ambiental de edifícios, a cargo de Jeann Vieira, arquiteto, urbanista e consultor, com experiência em consultoria ambiental em diversos empreendimentos no Brasil e na Europa. A seguir, haverá a palestra Inventários de Gases de Efeito Estufa – Gerenciamento de Informações e Ações Dirigidas, a cargo de Nicole Celupi, especialista em Gestão da Qualidade. A última palestra será apresentada por Marcelo Nudel, consultor e líder da equipe de sustentabilidade de edificações na Arup no Brasil, sobre conforto térmico e iluminação natural em edifícios residenciais.

Indevida
O Supremo Tribunal Federal considerou indevida a contribuição previdenciária sobre o valor bruto da nota fiscal de serviços prestados por cooperativas de trabalho. Através de uma ação movida pela Koch Advogados, em defesa de empresa paulista, foi concedida liminar favorável à reclamante.

Solarium
A Solarium Revestimentos, que tem fábricas de pisos e revestimentos cimentícios em Porto Alegre, São Paulo, Brasília e Recife, apresentará novo segmento de negócios na Feicon Batimat Nordeste, amanhã, em Recife. A iniciativa vai facilitar a comercialização direta às empresas do mercado da construção civil e nasce com um portfólio com sete linhas de pisos.

Bia Brazil
A empresa porto-alegrense Bia Brazil, hoje a maior exportadora de roupas esportivas do País, com vendas para 58 países, está tendo um fim de ano agitado em algumas regiões. No México, está realizando desfiles todos os fins de semana nas 13 lojas do Grupo Palácios de Hierros. Já mostrou suas roupas em Polanco, Villahermosa, Coyoacan, Centro, Satelite, Guadalajara, Interlomas, Santa Fe e Durango. Nos dias 24, 25 e 26, mostrará em Pensur, Queretaro e Puebla. No dia 3 de novembro, Fernando e Beatriz Dockhorm, diretores da Bia Brazil, estarão em Porthland e San Francisco (USA), a convite da Abit/Apex, para conhecer os centros de desenvolvimento, inovação e distribuição da Nike e da Adidas.

Fisk
A Fundação Fisk, que detém as marcas de ensino de idiomas Fisk e PBF, também vai participar da 20ª feira Franchising Fair. A expectativa da fundação é de abrir 10 novas unidades das redes Fisk e PBF na região Sul até o final de 2015.

Megamatte
A rede de franquias Megamatte, que celebra 20 anos de mercado, com 112 unidades distribuídas por seis estados (RJ, SP, MG, DF e PR), estreará na Franchising Fair Porto Alegre, de 24 a 26 de outubro, no Centro de Eventos da Fiergs. A empresa quer se expandir pelo Sul.

Ábaco
A construtora Ábaco, responsável pelo bairro Ecoville, em Porto Alegre, entregará, nesta semana, o Garden Condomínio Clube, em Biguaçu (SC). Detalhes como o cultivo das plantas de suas praças em viveiros próprios, localizados na Capital gaúcha e nas cidades de Quitandinha e Ramilândia, no Paraná, fazem a diferença nos projetos do grupo.

Pepino di Capri
O restaurante Peppo Cucina fez uma parceria com a Opus Promoções. Quem comprar um ingresso para o show do artista italiano, dia 23, no Araújo Viana, levará outro, de graça, se apresentar uma autorização que está sendo distribuída no caixa do restaurante aos clientes.

O Dia
O industrial Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho Consultivo da Junior Achievement, coordenará reunião anual, em São Paulo, com 50 grandes empresários do País, sobre investimentos em educação empreendedora.

Às 8h30min, na UniRitter (rua Orfanotrófio, 555), palestra sobre câncer de mama com a coordenadora do grupo de oncogenética do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Patrícia Asthon Prolla.

Lançamento da 3ª edição da Feira de Negócios para Animais de Estimação, às 8h30min, no CRMV-RS, à rua Ramiro Barcelos, 1793/201.

A Embrapa Clima Temperado, Emater/RS-Ascar, Fepagro e UFSM e Sindicato dos Engenheiros-RS lançarão, às 10h, na sede do Senge (avenida Érico Veríssimo, 960, 2º andar), o Simpósio Estadual de Agroenergia, V Reunião Técnica de Agroenergia e II Encontro de Energias Renováveis na Agricultura Familiar.

O vice-presidente de vendas da GVT, Fabiano Ferreira, e a presidente do Instituto GVT, Heloísa Genish, estarão em café da manhã, às 9h, no Le Bistrot (rua 14 de Julho, esquina Alipio Cesar), para conversar sobre a GVT no Estado.

A advogada Melissa Teles falará sobre a alienação parental, às 12h, no Iargs, na travessa Acelino de Carvalho, 21, 4º andar.

O Unificado Z promoverá palestra do ex-governador Germano Rigotto, às 17h45min, na avenida Alberto Bins, 467, sobre a Constituição Brasileira, mediação do professor Carlos Alberto Fontoura, presidente do Grupo Unificado.

A Vinícola Dal Pizzol comemora 40 anos com um vinho especial que será apresentado, às 18h, no restaurante Peppo Cuccina, rua Dona Laura, 161, por Antonio Dal Pizzol. O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, oferecerá jantar aos dirigentes e jornalistas do Jornal do Comércio, às 19h, na entidade.

O advogado Guilherme Athayde Porto autografará o livro Formação da Coisa Julgada e Prova Produzida, às 19h, na Livraria Cultura, no Bourbon Shopping Country. As cervejas da Tupiniquim, de Porto Alegre, serão degustadas na sobreloja do Hipermercado Zaffari Higienópolis (avenida Plínio Brasil Milano, 1000), às 19h30min. Até dia 24, o Centro Universitário Ritter dos Reis apresentará exposição em homenagem aos 50 anos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul, nos campi de Porto Alegre e Canoas.

Fonte: Jornal do Comércio


JOÃO PESSOA TEM OS LANÇAMENTOS COM MAIOR ÁREA DO PAÍS
Matéria publicada em Outubro/2014

Preço do terreno em áreas populares, calculado em R$ 2 mil/m², e o custo da construção abaixo da média nordestina são fatores que justificam o cenário construtivo na capital paraibana.

No ranking das dez capitais brasileiras que fizeram, este ano, o maior número de lançamentos imobiliários, João Pessoa se destaca pelos apartamentos de área média superior às demais, apesar de ser a lanterninha em unidades ofertadas. Enquanto São Paulo lidera com 228 lançamentos e um total de 28.675 unidades distribuídas por 312 blocos, a capital paraibana não passou dos 34 empreendimentos, com 2.608 apartamentos alocados em 49 prédios. Mas a área média das unidades paulistanas ficou em 79,55 m² contra 87,14 m² dos apartamentos de João Pessoa.
Dados do estudo da Rede de Obras – ferramenta de pesquisa da e-Construmarket – revelam que o Rio de Janeiro vem em seguida com 11.234 unidades também espaçosas de 83,89 m², distribuídas em 78 lançamentos, seguido por Fortaleza onde foram lançados 59 prédios com 10.306 apartamentos de, em média, 78,10 m². A construção em larga escala de imóveis populares, em São Luís, justifica a menor área média de 48,61 m². É, também, a capital na qual ocorreu o menor número de lançamentos: os 28 empreendimentos do ano totalizam 6.710 unidades. O ranking mostra Belo Horizonte na segunda posição no número de lançamentos com 81 empreendimentos, em um total de 22.190 unidades e 69,15m², em média, cada.

PREÇO DA TERRA
Para Fabio Sinval Ferreira, presidente do SindusCon-JP, a média de 87,14 m² por unidade construída dos empreendimentos lançados em 2014, é explicada pelo fato de que o metro quadrado em João Pessoa é, ainda, muito baixo, se comparado a outras capitais nordestinas. “Imóveis de bairros nobres alcançam entre R$ 4 e R$ 5 mil/m². No segmento popular, o valor cai para R$ 2 mil/m². É claro que existem os de alto luxo, que chegam a R$ 10 mil/m², mas não impactam a conta. Em centros como São Paulo, o custo do terreno é muito alto, assim como o custo de construção. Enquanto os novos apartamentos paulistanos têm área reduzida para serem comercialmente viáveis, aqui conseguimos produzir apartamentos para a baixa renda entre 50 e 100 m²”, revela.
O mercado imobiliário de João Pessoa ainda se mostra bastante aquecido, apesar dos sinais apontarem para uma redução nos lançamentos de novos empreendimentos. “Minha empresa, por exemplo, está adiando novos projetos porque a velocidade de vendas começou a cair em razão da insegurança do mercado neste ano incomum de eventos como a Copa do Mundo e eleições. As pessoas estão pensando duas vezes antes de contratar uma dívida imobiliária, por se tratar de valor mais elevado”, diz Ferreira.

A expectativa, segundo ele, é que o próximo presidente da República precise fazer “fortes ajustes na economia, que poderão levar o país a uma recessão e à decadência do mercado imobiliário”. Apesar de mantidos os elevados volumes de crédito para a compra de imóveis e da disposição dos empresários de realizarem novos lançamentos, há um clima de pessimismo somado ao endividamento das famílias, principalmente na classe média baixa. “As famílias na faixa de três a seis salários mínimos têm renda, mas compraram diversos bens financiados e não conseguem aprovação para o crédito imobiliário. Esse cenário tem dificultado a comercialização”, revela.
Ferreira se refere ao segmento atendido pelo Minha Casa Minha Vida, que ajudou e, ao mesmo tempo, atrapalhou o setor da construção civil paraibano. De um lado o programa criou novas oportunidades, elevando o volume de negócios, mas, de outro, o estado não estava preparado, revelando-se carente de mão de obra. “A partir de 2009 empresários de outros setores da economia se sentiram atraídos pela boa performance do mercado imobiliário, inflacionando os salários e elevando os custos da construção e dos imóveis. O mercado foi prejudicado, mas esses aventureiros já começam a se retirar, pois estão sentindo as dificuldades”.

NOVA DEMANDA
O presidente do SindusCon-JP comemora a chegada dos polos industriais da Fiat Chrysler e da Hemobrás, na zona da Mata de Pernambuco, na divisa com a Paraíba. “Esses complexos vão atrair outras centenas de empresas. Os funcionários – e muitos virão de outros estados – precisarão de casas para morar, desde os operários, potenciais usuários do Minha Casa Minha Vida, até os executivos. E os profissionais de médio e alto escalão vão preferir morar na praia, o que deve ocorrer nos municípios que fazem parte da Região Metropolitana de João Pessoa – a própria capital está a menos de uma hora de Goiânia. Isso vai gerar uma demanda adicional muito grande, favorecendo o mercado imobiliário, que está se preparando”, comenta Ferreira, destacando que esse crescimento no litoral já acontece, mas deve crescer, e muito, no próximo ano. Além disso, diz ele, três fábricas de cimento estão se instalando na Paraíba, que deverá se consolidar como o segundo polo de cimento do país. “Nova oportunidade de demanda por novos empreendimentos imobiliários”.
A expansão do setor imobiliário de João Pessoa nos últimos seis anos impactou o sistema viário, que registra congestionamentos diários. Ferreira explica que esse quadro – próprio das grandes metrópoles, mas antes incomum ali – decorre da defasagem de ruas e avenidas “que são as mesmas de 30 anos atrás”. Os investimentos públicos estaduais e municipais em mobilidade urbana não acompanharam o crescimento da cidade, segundo ele. “Da mesma forma, há um grande número de edifícios antigos abandonados na região central da capital, que poderia ser retrofitado e voltar a ter função e uso”, ressalta o presidente, dizendo que o SindusCon-JP defende que a prefeitura crie estímulos aos proprietários, para que esse passo seja dado.

UF Cidade Unidades Lançamentos Blocos Banheiros Área útil apto. (m2)
SP São Paulo 28.675 228 312 54.664 79,55
RJ Belo Horizonte 22.190 81 989 45.744 69,15
MG Rio e Janeiro 11.234 78 327 22.180 83,89
CE Fortaleza 10.306 59 121 20.787 78,10
PR Curitiba 3.366 52 125 6.303 76,76
PE Recife 4.868 46 52 10.137 63,98
GO Goiânia 10.087 40 362 17.045 60,38
PB João Pessoa 2.608 34 49 6.424 87,14
AL Maceió 5.246 33 69 8.440 64,52
MA São Luís 6.710 28 156 7.660 48,61

Fonte: Jornal Rede de Obras


CONDOMÍNIOS DE CASAS REPRESENTAM 10% DOS LANÇAMENTOS NO INTERIOR DE SP
Matéria publicada em Outubro/2014

Sorocaba, Itu, Jundiaí e Indaiatuba concentram o maior crescimento da oferta de unidades residenciais. Nesses municípios, a demanda por imóveis é maior que a média estadual e nacional

Em levantamento realizado pela Rede de Obras – ferramenta de pesquisa da e-Construmarket – o interior de São Paulo possui 165 condomínios de casas em andamento. São 37.705 casas, sendo que 13.060 estão em lançamento e 24.645 em construção. Ainda para este ano, há a previsão de entrega de 6.440 unidades. “A maioria dos lançamentos são voltados para a classe média alta. Há previsão, porém, de projetos para o próximo ano, 2015, destinados ao programa Minha Casa Minha Vida na região de Ribeirão Preto”, diz Fernando Paoliello Junqueira, diretor da Regional Ribeirão Preto do SindusCon-SP.
De acordo com Junqueira, existem condomínios de casas, em construção ou em lançamento, nas principais cidades da área abrangida pela Regional Ribeirão Preto, como Franca, Araraquara, São Carlos e Sertãozinho, além da própria cidade-sede. “Em nenhuma delas, porém, esses empreendimentos são maioria. Atualmente, apenas 10% do total de empreendimentos lançados representa os condomínios de casas”, acrescenta.
Situação semelhante é relatada por Elias Stefan Junior, diretor da Regional Sorocaba do SindusCon-SP, que abrange 75 municípios da região. “Existem também os loteamentos fechados onde cada morador constrói sua casa. Sorocaba, Itu, Jundiaí e Indaiatuba são as cidades onde ocorre o maior crescimento de oferta de unidades residenciais. Nesses municípios, a demanda por imóveis é maior que a média estadual e nacional. Quando se estimava um crescimento de 4% do PIB, Sorocaba crescia entre 10 e 12%”.

MINHA CASA MINHA VIDA

O impacto do programa MCMV nas cidades atendidas pelo SindusCon-SP Regional Sorocaba surpreendeu o setor. “Esse programa beneficia não somente as pessoas que precisavam de moradia. Ele atendeu também a um pleito, em que o SindusCon participou ativamente com o governo Federal, buscando atender a demanda existente e o aumento do número de contratações. Hoje são cerca de 3,6 milhões de funcionários atuando na construção civil do estado. Houve um crescimento assustador”, diz Stefan Junior.
Atualmente, apenas 10% do total de empreendimentos lançados representa os condomínios de casas
Fernando Paoliello Junqueira

De acordo com ele, existem também conjuntos residenciais para a faixa 1 (renda familiar de até R$ 1,6 mil), mas que não são condomínios e sim bairros. “É uma parceria público-privada, ou seja, a prefeitura, o governo do estado e as incorporadoras formatam o empreendimento para atender a esse público. Mas mesmo na faixa 1 já acontece uma oferta muito grande de apartamentos, e não mais de casas, em função das dificuldades de obtenção de áreas disponíveis”.
Já na região atendida pela regional de Ribeirão Preto, segundo o diretor, o impacto do MCMV foi maior nas cidades com mais de 50 mil habitantes, como Ribeirão Preto, Franca, São Carlos, Araraquara, Barretos, Sertãozinho e Jaboticabal.do.

VERTICALIZAÇÃO

Stefan Junior comenta que a grande maioria dos lançamentos, para famílias com renda superior a cinco salários mínimos, são apartamentos, empreendimentos verticais. “Está cada vez mais difícil empreender condomínios de casas em função do custo do terreno e do rateio de infraestrutura, taxas condominiais. Mais de 80% dos imóveis em lançamento ou em construção são verticalizados – tendência no mercado”.
De acordo com ele, para as incorporadoras os condomínios de casas são inviáveis, uma vez que o custo fica muito elevado para os compradores. “O índice de aproveitamento do terreno é baixíssimo. É possível colocar o mesmo produto, com a mesma qualidade, e até com um sistema de lazer melhor, porém verticalizado”.

ÁGUA

A falta de água em algumas regiões atendidas pelo SindusCon – Regional de Sorocaba – já reflete na construção de empreendimentos imobiliários com poço artesiano. “A perfuração de poços é prática que se consolida, uma vez que o poder público não tem condições, em algumas situações, de atender a demanda de fornecimento de água para esses empreendimentos. Porém, isso depende de uma análise criteriosa para saber se existe capacidade no subsolo, um lençol freático que dê vazão suficiente para atender a demanda”, comenta Stefan Junior.
Ele explica que no município de Sorocaba, a maioria dos empreendimentos é atendida pelo SAAE – Serviço Autônomo de Água e Esgoto. “Há uma grande participação do setor privado nos investimentos para melhoria da rede de abastecimento, tanto em termos de água quanto de esgoto. Ou seja, os custos estão sendo pagos pelas duas partes. A iniciativa privada está sendo chamada a comparecer, para minimizar os investimentos do município. O que é justo e saudável”, comenta.

Em Itu, por exemplo, devido ao racionamento de água desde fevereiro, foi decretado em agosto passado que nenhum empreendimento imobiliário residencial será aprovado no município pelos próximos 120 dias. “O município de Itu não tinha outra opção a não ser tentar inibir o consumo por um período, até que se busque uma normalização do abastecimento. Evidente que isso pode impactar um pouco o mercado, já que novos lançamentos e obras não poderão ocorrer. Em relação às obras em andamento, as incorporadoras estão comprando água de caminhão pipa para abastecer os canteiros”, diz o diretor da regional de Sorocaba. Mas o consumo de água nas obras é muito relativo: dependendo do estágio, o consumo é ínfimo. É maior somente na fase de fundações e estruturas. “Foi uma medida inteligente tomada pelo município de Itu, pois não havia outra alternativa, tanto que a própria prefeitura está importando água para atender aos munícipes”, complementa.

EXPECTATIVA PARA 2015

“Os primeiros meses de 2015, principalmente, devem ser de ajustes nas contas públicas, com aumentos de combustíveis e energia. Isso deve gerar uma retração nos negócios. Nossas projeções, dentro do SindusCon-SP, são de crescimento do setor entre 1% e 1,5% para este ano e também para 2015”, afirma Junqueira.   
Segundo o diretor da regional de Sorocaba, todos os setores estão apreensivos com a economia. “Sempre que há uma mudança de governo acontecem alterações e adequações, que normalmente são feitas, e impactam o mercado. Mas o mercado está atento e trabalhando para minimizar os impactos. A expectativa é de manter o equilíbrio no número de vendas e de lançamentos. Não podemos deixar de considerar que, crescendo o desemprego, há possibilidade de mudança nas vendas. O grau de endividamento está relativamente alto, mas o mercado imobiliário continua com bastante procura e existe um déficit habitacional muito grande ainda”, conclui.

Fonte: Jornal Rede de Obras

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